7 Comentários
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Avatar de José Jhonata

Professor, a vírgula não separa o sujeito do verbo e não separa o verbo do complemento. :D

Que texto maravilhoso e autoexplicativo, professor!

Avatar de Fernando Pestana

Obrigado, meu nobre. 😉👍

Avatar de quinta

Professor, como saber se uma oração gerundiva deve ser virgulada ou não?

Ex.: ''Ligo minha câmera e fico sentado no meio-fio(,) esperando a performática saída de quase cem bate-bolas de um pequeno portão de chapa de aço.''

Avatar de Fernando Pestana

Se a oração gerundiva tiver valor aditivo, usa-se a vírgula. Se tiver valor de modo ou meio, não se usa. Se tiver valor de finalidade, a vírgula pode ou não ser usada, a depender da ênfase pretendida. No seu caso, creio que se aplique a última opção.

Avatar de Pedro Augusto Júlio Antunes

Fernando, pode-se dizer que a vírgula tem uma função mais rítmica do que gramatical; e que, por isso, desde que se preserve a clareza, deve-se consultar, antes de tudo, o ouvido para o seu emprego? Pois eu sei, por exemplo, que se recomenda virgular adjuntos adverbiais de corpo extenso, mas, em Castelo Branco, Eça de Queirós e escritores de semelhante envergadura, topam-se a cada passo adjuntos tais sem vírgula. Creio que, nesses casos testemunhados por mim, a ausência da vírgula conferiu à frase um ritmo mais agradável do que o que lhe conferiria a presença dela.

Avatar de Fernando Pestana

Os dois critérios concorrem. Na linguagem não literária, formal, o critério sintático é mais seguro. Um abraço.